Preso no Médio Oriente, Gonçalo Coelho atira a matar

Ex-concorrente da TVI critica falta de apoio do Governo português após cancelamento de voos e caos no Dubai
Gonçalo Coelho, antigo participante da Casa dos Segredos, recorreu às redes sociais para expor a situação dramática que ele e a namorada estão a viver no Dubai, devido à escalada de tensão no Médio Oriente. O ex-concorrente revelou estar à mercê da incerteza, depois de quatro voos cancelados esta semana, e lamentou a aparente inércia das autoridades portuguesas: “Nós já deixamos email, desde o outro sábado, nós já literalmente ligamos para lá todos os dias, nós já preenchemos o formulário que nos pediram com as nossas informações, já instalamos a aplicação, já fizemos tudo, mas não nos contactam”.
No desabafo, Gonçalo criticou duramente a narrativa veiculada pela comunicação social, que dá a entender que o Governo está a organizar repatriamentos com eficácia. “A verdade é que esses voos que estão a acontecer e que estão a chegar a Portugal é por intermédio da Emirates”, esclareceu, mostrando-se frustrado com a falta de soluções oficiais para cidadãos portugueses.
O sentimento de abandono torna-se ainda mais evidente quando o casal compara a sua situação com a rapidez com que outros países estão a retirar os seus cidadãos do Dubai: “Para vocês terem uma ideia, o nosso hotel, quando isto começou, tinha uma lotação de 90%, neste momento tem uma lotação de 30% e aquilo que a recepção nos diz é que os outros países estão a conseguir sair daqui”.
Gonçalo Coelho reforçou que a desinformação agrava a ansiedade vivida pelos portugueses retidos: “A comunicação social pregar do que Portugal está a conseguir fazer um repatriamento dos portugueses não é verdade. Se está a acontecer, nós não temos conhecimento porque a nós não nos é comunicado nada. Estamos aqui completamente às escuras”.
O ex-concorrente deixou um alerta sobre a importância de uma resposta rápida e eficaz por parte do Estado para cidadãos em risco em zonas de conflito. A situação de Gonçalo e da namorada evidencia a fragilidade de quem depende exclusivamente de canais diplomáticos para regressar a casa, deixando muitos portugueses a questionar a eficácia do repatriamento oficial.







